Mil Novescentos e Guaraná de Rolha.
Müller (de borboleta vermelha), Suzana, Ila, Suzana Valadares e Júnior.
Conforme prometido, escrevi que falaria, entre outras coisas, de minha vida.
Ontem, após o meu primeiro post, recebi a mensagem de Adriano T. me dizendo que gostou muito do blog e que estava muito curioso para a leitura de minhas futuras postagens.
Mas quem é Adriano T.?
Adriano T. (T de Tadeu, muito pouca gente sabe disso) foi - e é - um amigo que tenho na cidade de Getúlio Vargas, RS (onde passei minha infância e adolescência), é popularíssimo como Müller (seu sobrenome) e não tem na cidade uma alma sequer que não o conheça. Juntos, temos muitas histórias, isso mesmo, histórias com "H", para contar. E olha que não são poucas.
Das tantas, contarei aqui o feito em certa ocasião, num Rally ocorrido em Getúlio Vargas em comemoração ao aniversário da cidade e lá estávamos nós, eu como piloto da super Variant 71 vermelha (quase uma Ferrari nas minhas mãos) e o... Müller como navegador.
O primeiro dia do Rally seria no sábado com a largada prevista para as 08:00 da manhã. Até aí tudo bem. Acontece que na sexta-feira a noite houve uma festa na antiga "Danciclip" e passamos a noite fareando, tomando todas e nem pensar de dormir.
Fomos diretos da festa para a largada.
Posicionei a super poderosa Variant na linha de largada, recebemos algumas instruções e o Müller ganhou o mapa da corrida, enquanto que na parte traseira do interior da Variant estavam algumas "loiras" para que o nosso "insuperável navegador" tomasse as decisões mais precisas para que pudéssemos ganhar aquela prova.
Mal largamos e o navegador já estava com uma "loira" em seus braços e a decisão era difícil se cuidava mais da "loira" ou do mapa de navegação.
Na base do "deixa comigo", o meu navegador desta emocionante prova de Rally me passava as instruções em relação a velocidade, caminhos, mudanças de direção entre outros deveres que seriam de sua responsabilidade.
"Na próxima vira a direita.". "Ande a 60 Km/h". "Curva acentuada à esquerda. Faça em 30 Km/h". E por aí a coisa ia andando.
Mas logo percebemos que algo havia de errado.
"Na próxima vire a direita" já vimos que, ou haviamos bebido demais ou os organizadores da prova estavam doidos. O "Na próxima vire a direita" resultou na entrada na colônia de um agricultor que não entendeu nadinha do que estávamos fazendo ali na sua propriedade. Volta. Volta. Grita o Müller daquele jeito tão particular e só seu. Erramos. Então pergunto: Erramos? Voltar? Isso, responde ele e lá vai um cavalinho-de-pau com a Variant quase Ferrari nas minhas mãos. Não, não. Na verdade estava certo. Me enganei, diz o "experiente navegador deixa comigo" e lá vai mais um cavalinho-de-pau.
Depois de muitos cavalinhos-de-pau, idas e vindas, dobra aqui, entra ali, umas duas horas e aproximadamente uns 50 Km onde deveríamos ter andado uns cinco no máximo e o estoque de "loiras" zerado, decidimos por "unanimidade" de que não teríamos mais chances, nem de conseguir uma boa colocação e nem de completar a prova.
No fim, levamos tudo de bom humor essa experiência única que tive como piloto de Rally e meu amigo e preciso navegador Adriano. A noite de sábado prometia e lá se foi o Müller para mais uma noitada, o que, naturalmente, não deu conta de acordar no dia seguinte para o segundo dia de provas. Neste dia, participei então com o caçula dos Bortolini de Estação como navegador e, dos aproximadamente quinze participantes, chegamos em terceiro. Nâo preciso dizer que no primeiro dia ficamos em último, obviamente.
Enfim, essa é uma das muitas histórias que tenho na minha memória desta inesquecível figura que é o Müller.
Obrigado Müller por ser um dos meus seguidores e saiba que sua amizade terá sempre um lugar especial em meu coração.
Um quebra costela aos amigos e um carinhoso beijão as amigas.

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