sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Daí a César o que é de César e a Deus o que é de Deus

Os Evangelhos sinópticos (Mateus, 22,21 – Lucas, 20,25 – Marcos, 12,17) citam que Cristo responde aos que interpelam, perguntando-lhe se é lícito pagar o tributo, a resposta dada, com a sua devida justificativa, é de que sobre as moedas estariam cunhado o rosto do imperador, portanto, elas pertenceriam ao reino deste mundo e a ele deveriam ser entregues.

Essa frase, que é muito famosa e citada com freqüência tanto em latim quanto nas línguas modernas, não só para afirmar a completa separação entre a igreja e o Estado como também – e mais comumente – como referência à honestidade moral e intelectual que exige dar a cada um aquilo que merece, mesmo que isso possa ser incômodo ou difícil.

Deste modo, chega-se a fácil conclusão que nos é correto e justo, fazer uso dessa sentença, nas mais diversas áreas de nossa vida, como nos relacionamentos familiares, amorosos, profissionais, nas amizades, entre outros.

Muitas vezes nos perguntamos se faz sentido ou não certos acontecimentos em nossa vida. E quando chegamos ao ponto de indagações, buscamos respostas na religião, na filosofia, na ciência, na psicologia, na educação, no conhecimento dos mais experientes e, até mesmo - em casos mais extremos - no boteco ali da esquina.

Com o passar do tempo e pela experiência adquirida, as pessoas entendem (e aprendem) que nada ocorre por ocaso. Tudo tem um por que.

Na vida, diferentemente da terra, quando nada se planta, algo se colhe. Ora, coisas boas. Ora, coisas ruins. Mas em se tratando de nada plantar, a colheita será na sua esmagadora maioria desagradável. Entretanto, quando plantado – sempre a custas de muita dedicação, trabalho, persistência, bom humor, entre outros – colhemos felicidades, alegrias, bem estar, respeito. Sentimos orgulho do resultado obtido, temos disposição para continuarmos acreditando naquilo que estamos fazendo e uma infinidade de outros tantos fatores positivos que nos leva ao bem-estar pessoal, familiar, profissional e social. Sentimo-nos completos e realizados em tudo.

Do contrário, daí a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.

Se há no seu relacionamento amoroso ou conjugal diferenças que não já não existem mais espaços para o diálogo, para a compreensão, para o respeito, para a educação – de educar e ser educado – a tolerância já anda a distâncias infinitas, então daí a César o que é de César. Mesmo que isso signifique "dores no coração", dificuldades a serem superadas. E, quando menos esperar, estará dando a Deus o que é de Deus. Alguém muito especial surgirá e seu reconhecimento será abençoado.

Não está feliz com o trabalho que tem? Acha que ganha muito pouco pelo o que produz ou pela responsabilidade que tem? O chefe é insuportável e "só pega no seu pé"? Perguntas como estas nos fazemos com mais freqüência que podemos imaginar – nem que seja inconscientemente, mas fazemos – então por que não para um pouco e dar uma boa analisada em sua vida profissional e descobrir se realmente trabalha com aquilo que gosta, sem, no fundo, no fundo, estar preocupado com o salário que ganhas. Se não é isso que quer, daí a César o que é de César... Sem perceber, após descobrir o que realmente desejas, estarás sentindo-se feliz o que faz e ganha e tornará um prazer acordar para "trabalhar".

Poderíamos, ainda, colocarmos as relações de amizades, familiares – mais próximos ou mais distantes -, os políticos, os educadores, os religiosos, enfim, uma grande gama de "categorias" neste contexto de daí a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.

Em suma, por acreditar fielmente de que a felicidade é um dos pilares essenciais da nossa vida e uma busca constante na formação do ser humano, estaríamos, diante de tal sentença-título deste texto, facilitando e até mesmo encurtando nosso caminho na busca da felicidade e da paz interior, tornando-nos pessoas mais presentes e dedicadas em família, bem sucedidas profissionalmente e realizadas como pessoas.

Um quebra costela aos amigos e um carinhoso beijão as amigas.

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